O que é a Exposição “Cabodá”?
A exposição “Cabodá”, de autoria da artista paulistana Marcia Pastore, é uma instalação que explora as interações entre espaço, corpo e a própria obra de arte. Desde sua abertura em novembro de 2025 na Capela do Morumbi, a exibição atraiu a atenção do público e da crítica, abordando questões profundas relativas à arquitetura e à presença no espaço.
A Artista Marcia Pastore
Marcia Pastore é uma artista renomada, cuja trajetória é marcada por uma busca constante de diálogo entre as formas e os espaços que habitam. Com uma formação que combina o conhecimento técnico em artes visuais e a sensibilidade para a construção do significado em suas obras, Pastore propõe reflexões que vão além do estético. A artista possui um interesse particular na relação entre arquitetura e corpo, e isso se reflete em sua instalação atual.
O que São Cabodás?
Os cabodás referem-se às madeiras que, no processo de construção de paredes de taipa de pilão, são posicionadas para dar estrutura e suporte ao barro. Quando essas madeiras são removidas, ficam os furos, que se tornam fendas de interação e conexão entre diferentes elementos. Na instalação “Cabodá”, esses vazios são utilizados de forma criativa, permitindo a Marcia Pastore desenvolver uma proposta arquitetônica que dialoga diretamente com a história e a função do espaço.
Impacto da Arquitetura na Exposição
A arquitetura da Capela do Morumbi fornece um pano de fundo intrigante para a instalação. As paredes construídas de taipa de pilão, ricas em texturas e formas, se tornam parte da narrativa da obra. A presença física da chapelaria e os cabodás interagem de maneira a criar um ambiente que questiona qual é o papel do espaço e como ele afeta a experiência do espectador.
Reflexão sobre Equilíbrio
Um dos principais temas abordados na exposição é o conceito de equilíbrio, tanto em termos físicos quanto simbólicos. A instalação apresenta gangorras feitas de ferro e argila que atravessam os furos deixados pelos cabodás, ilustrando a tensão entre o que é sustentado e o que sustenta. Pastore afirma que essas relações são uma metáfora para o equilíbrio entre visibilidade e invisibilidade, onde o que está ausente é tão significativo quanto o que está presente.
Materiais Utilizados na Obra
A proposta de Pastore incorpora materiais simples, porém significativos, como barro e metal. Durante o processo criativo, a artista realizou uma imersão em uma olaria no interior paulista, onde explorou a modelagem da argila, criando peças que dialogam com os furos na parede. O uso de materiais que encaixam e resistem ao teste do tempo confere à obra um caráter palpável e duradouro.
A Importância da Taipa de Pilão
A taipa de pilão é uma técnica tradicional de construção que utiliza barro e areia, promovendo uma ligação estreita com o meio ambiente. Ela representa uma arquitetura sustentável que resiste ao tempo e oferece um espaço que reflete as qualidades naturais dos materiais usados. A obra de Pastore se insere nesse contexto, valorizando a tradição e incorporando a modernidade ao dialogar com o espaço existente.
Visão Crítica da Exposição
Com uma interpretação rica e provocativa, a exposição “Cabodá” convida o público a repensar a relação entre arte e espaço. Críticos de arte têm elogiado a forma como Marcia Pastore utiliza as estruturas da capela para criar um ambiente que desafia as noções tradicionais de percepção e interação. Cada visita à exposição pode trazer novas compreensões e reflexões sobre as dinâmicas entre o que vemos e o que sentimos.
Como Visitar a Exposição
A exposição “Cabodá” está aberta ao público até outubro, funcionando de terça a domingo, das 9h às 17h, na Capela do Morumbi, situada na Avenida Morumbi, 5387, em São Paulo. A entrada é gratuita, possibilitando que mais visitantes possam acessar e se envolver com a obra e suas mensagens. É recomendável que os visitantes verifiquem a programação de eventos paralelos que podem ocorrer durante o período da mostra.
Expectativas Futuras para a Arte
A arte contemporânea, como demonstrado pela obra de Marcia Pastore, continua a evoluir e se expandir em várias direções. Obras que exploram a interação entre espaço e corpo, assim como a utilização de materiais tradicionais com técnicas inovadoras, podem guiar futuros artistas e curadores na criação de exposições que instiguem reflexões sobre questões sociais, culturais e ambientais. “Cabodá” é um exemplo de como a arte pode atuar como um espaço de diálogo e reflexão.”